Recesso pedagógico aos funcionários do setor administrativo

Indicação do vereador Caio Cunha tem o objetivo de gerar economia à Secretaria Municipal de Educação

Visando gerar maior economia e melhor aproveitamento dos recursos públicos, o vereador Caio Cunha (PV) pediu, por meio de Indicação à Prefeitura de Mogi das Cruzes, a implementação de período de recesso administrativo durante as férias escolares nas instituições de ensino do município. A proposta foi apresentada na tarde desta quarta-feira (22 de novembro) durante sessão ordinária, realizada na Câmara Municipal de Vereadores.  

Segundo o parlamentar, nos períodos de férias escolares (no meio e no final do ano), as escolas do município têm um período de recesso pedagógico, onde as aulas são suspensas entre cinco e dez dias.

Neste período, os funcionários que se encontram no quadro do magistério – professores, diretores e coordenadores pedagógicos – gozam de um tempo de descanso, já que a principal função, que é o de atendimento ao aluno, não ocorre nesses dias.

Porém, os funcionários administrativos ou que estão fora do quadro do magistério, como as merendeiras, cuidadores, orientadores, auxiliares de serviços gerais e de apoio pedagógico, permanecem nas escolas, ou seja, continuam gerando custos adicionais ao município, que vão desde a utilização de água, luz e telefone, até os recursos considerados de baixo orçamento, como, por exemplo, folha de sulfite, caneta e lápis.

“Acredito que se não há muita demanda em período de férias, não existe motivo para manter os funcionários indo ao prédio público. Concedendo recesso ao setor administrativo, a Secretaria Municipal de Educação conseguirá gerar maior economia e melhor aproveitamento dos recursos públicos. Vale destacar que, no caso das secretarias, onde há procura de pais e alunos, é válido que o recesso seja aplicado com escala de revezamento para que não ocorra nenhum tipo de prejuízo ao munícipe”, explicou.

Estudantes debatem o cenário político durante “V Simula Mogi”

Evento de Gamificação e de Educação Política, realizado nesta sexta-feira (6 de outubro), é voltado a estudantes do Ensino Médio do município; com o tema "Caminhos para reconstrução da Democracia Brasileira", a iniciativa tem apoio do movimento SEJA

A Câmara de Vereadores de Mogi das Cruzes (avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 381 - Centro Cívico) foi palco para o “V Simula Mogi” - evento de Gamificação e de Educação Política voltado a estudantes do Ensino Médio do município. Com apoio do movimento SEJA, a iniciativa foi realizada na tarde desta sexta-feira. Sob o tema "Caminhos para reconstrução da Democracia Brasileira", a ação, que tem 10 horas de debate, promove o protagonismo estudantil como caminho para a cidadania. Programação deve continuar neste sábado (7 de outubro), entre as 9 e 18 horas.

Durante o debate de hoje, os estudantes, que representaram os principais partidos políticos do Brasil, discutiram a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer pelos crimes de obstrução de justiça e organização criminosa.

Segundo o idealizador do projeto, José Henrique Porto, o Professor Porto, o “V Simula Mogi” tem a proposta de oferecer aos alunos o experimento aos mais diversos referenciais ideológicos, ao passo em que promove uma discussão das questões da agenda nacional. Inclusive, os temas debatidos foram escolhidos pelos próprios alunos:

“A medida em que o debate foi florescendo dentro de sala de aula, ficou praticamente instintivo a escolha da ampliação da discussão acerca dos temas que englobam o cenário da política municipal, estadual e nacional. Acredito que este evento reflete, mais do que um conflito ideológico, o exercício do diálogo. Ou seja, não importa se você é de direita ou esquerda, conservador ou liberal. O que importa, na verdade, é que os alunos construam consensos e que possam caminhar adiante com os debates”, detalhou.

A aluna Ianina Rolinski, que cursa o 2° ano do Ensino Médio, representou, na ocasião, o Partido Socialista Brasileiro (PSB). De acordo com a estudante, o evento é um exercício da cidadania, já que instiga o educando a dialogar sobre assuntos da seara política que estão em evidência no País:

“Hoje, estamos discutindo a crise política brasileira, a partir da ótica de diversos partidos políticos. Acredito que, durante esta simulação, nós (alunos) ganhamos mais informação, mais retórica, mais conhecimento”, afirmou.

Para concluir, Professor Porto salientou que realizar o evento na Câmara de Vereadores é um privilégio, uma vez que os estudantes se sentem introduzidos no cenário político:

“Somos gratos à Câmara (de Mogi das Cruzes) pela abertura do espaço. É muito importante para nossos alunos o debate político, principalmente, quando é realizado na Casa de Leis. Amanhã (7 de outubro) continuaremos com nossas discussões, entre 9 e 18 horas. Na ocasião, assuntos como delações da J&F; Operação Lava Jato; Reforma da Previdência; Reforma Tributária; e Privatização da Petrobrás; Reforma Política, também serão pautas de nossa discussão”, reiterou o idealizador do evento.

A ação contou com o apoio do Movimento SEJA; Laboratório Humanista; Fundação Brava e Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. Participaram alunos do Colégio São Marcos; Colégio Aruã; Serviço Social da Indústria (Sesi); e das Escolas Estaduais (E.E.) “Dr. Deodato Wertheimer”, “Washington Luís” e “Professora Adelaide Maria de Barros”.

 

Indicação para implementar cursinho pré-vestibular gratuito em Mogi

O vereador Caio Cunha (PV) indicou nesta quarta-feira (1° de novembro) à Prefeitura de Mogi das Cruzes a implementação de um curso preparatório para vestibular no Centro Municipal de Apoio à Educação de Jovens e Adultos (Crescer). A ideia é promover a inclusão social e mais oportunidade de ensino aos mogianos que desejam cursar o ensino superior, porém, não têm condições de custear curso de Pré-Vestibular.

Segundo Caio, a indicação foi feita com base nas atuais modificações no ingresso de alunos da rede pública nas principais instituições de ensino superior, como a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que já possui reserva para 50% de alunos do ensino público; e a Universidade São Paulo (USP), que também vai oferecer metade de suas vagas aos estudantes de escola pública até 2021.

“Devemos considerar como responsabilidade compartilhada a formação desses alunos de Mogi das Cruzes, até mesmo como investimento no desenvolvimento do município, que, potencialmente, ocupará essas vagas. Acredito que o ingresso a uma universidade conceituada está diretamente ligado à preparação do aluno”, afirma.

O vereador lembra, ainda, que o município possui, em seu quadro de professores, especialistas nas áreas relacionadas às disciplinas avaliadas pelas provas. Inclusive, estes profissionais poderiam, por meio de incentivos como plano de carreira ou complementação de carga, compor o quadro de mestres para lecionar no curso preparatório, sem maiores ônus, como contratações para a cidade.

“O Pré-Vestibular é um instrumento de suma importância, uma vez que oferece melhor formação para as provas de ensino superior, técnico ou, até mesmo, de concursos públicos. Ou seja, é um oportunidade para construir um novo capítulo e ter uma vida melhor”, acredita.