Busca de parceria com Laboratório Hacker do Congresso Federal

 

Laboratório Hacker, localizado na Câmara dos Deputados, desenvolve ferramentas de participação social e transparência e foi local de visita da comitiva mogiana, que também conheceu o Interlegis, no Senado Federal, e do LabInova, na Câmara Distrital de Brasília.

Uma comitiva mogiana composta pelo vereador Caio Cunha (PV) e pelos professores da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Mogi das Cruzes, Priscila Yamagami Kähler e Leandro Luque, visitou, na última quarta-feira, 25 de abril, o Laboratório Hacker, na Câmara dos Deputados em Brasília, a fim de conhecer ferramentas de participação social e transparência pública que podem ser aplicadas nas cidades do Alto Tietê. Os mogianos também estiveram com as equipes do Interlegis, no Senado Federal, e do LabInova, na Câmara Distrital da capital brasileira, também iniciativas de inovação no Poder Legislativo por meio de dados abertos.

A visita teve como objetivo conhecer os mecanismos tecnológicos desenvolvidos pelo Laboratório Hacker e pelo Interlegis, assim como buscar possíveis parcerias para aplicar essas ferramentas em Mogi das Cruzes e outras cidades do Alto Tietê. O Laboratório Hacker, por exemplo, criou o portal E-Democracia, onde cidadãos podem construir de forma participativa projetos de lei da Câmara dos Deputados, acompanhar as sessões plenárias e audiências públicas, criar pautas de votação e fazer perguntas.

Segundo Caio Cunha, a ideia é que os alunos da Fatec mogiana possam ter acesso è estrutura e experiência das iniciativas brasilienses, que disponibilizariam tecnologia para que os estudantes pudessem adaptá-la à realidade da região do Alto Tietê. “Tanto as equipes do Laboratório Hacker, quanto do Interlegis, estão completamente dispostas a firmar parcerias com agentes dos municípios brasileiros que possam adaptar as ferramentas às respectivas realidades. Queremos levar esses mecanismos para nossa região e fomos cobrados por estudantes de tecnologia, que querem se envolver para colocar a mão na massa e usar os dados abertos em favor da participação social e da transparência pública”, explica o parlamentar.

Para a professora da Fatec, Priscila Yamagami Kähler, uma possível parceria entre o Laboratório Hacker e a faculdade possibilitaria o desenvolvimento dos estudantes. “Os alunos possuiriam matéria-prima para o seu aprendizado técnico, por meio do trabalho com os dados abertos, que são importantes para garantir transparência e participação social. O Laboratório Hacker já tem as ferramentas disponíveis e isso pode garantir experiência para os nossos futuros profissionais na área da tecnologia”. Para Priscila, a ação também contribuiria para maior consciência cidadã dos jovens. “Do ponto de vista cidadão, os estudantes vivenciariam na prática a participação na política, facilitando o acesso aos dados públicos. Acredito que essa também é uma função da instituição de ensino”, pontua.

Interlegis

O Interlegis é um programa do Senado Federal, executado pelo Instituto Legislativo Brasileiro (ILB), cujo objetivo é fortalecer institucionalmente o Poder Legislativo brasileiro, por meio do estímulo à modernização, integração e cooperação, entre as casas legislativas nas esferas federal, estadual, municipal e distrital. Desenvolveu o Sistema de Apoio ao Processo Legislativo - SAPL, ferramenta de tramitação eletrônica das proposituras de casas legislativas.

 
 

 

Lista de espera por vagas em creche terá plataforma online

Prefeitura de Mogi das Cruzes afirmou que a Divisão de Tecnologia da Informação está desenvolvendo um sistema online para a acessibilidade das listagens; Ideia é oferecer acesso à população e coibir possíveis práticas corruptas

Após Projeto de Lei e indicação do vereador Caio Cunha (PV), a Prefeitura de Mogi das Cruzes garantiu que está desenvolvendo um sistema online e aberto à população, visando o acompanhamento do status da lista de espera por vagas em creches. As informações foram passadas pela titular da Secretaria Municipal de Educação, Juliana de Paula Guedes Melo dos Santos, por meio de resposta ao requerimento enviado pelo parlamentar em 8 de agosto (terça-feira).

No documento, o Poder Executivo afirma que a Divisão de Tecnologia da Informação está desenvolvendo um sistema online para a acessibilidade das listagens, que será disponibilizado e divulgado após os trâmites legais e ajustes necessários para conclusão do sistema.

Segundo Caio, a solicitação foi criada com base nas solicitações de famílias que entraram em contato com o Gabinete para questionar a veracidade da lista de espera organizada pela municipalidade:

“Nossa ideia é deixar disponível em plataforma online a ordem de chamada para que as mães, os pais e os responsáveis possam ter acesso. Queremos acompanhar e saber se as chamadas estão seguindo de fato a ordem da lista de espera. Assim, conseguiremos coibir possíveis práticas corruptas”, explicou o verde.

Para o vereador, a criação desta plataforma online é uma grande conquista, uma vez que Mogi das Cruzes tem um déficit de três mil vagas, ou seja, são três mil famílias a espera de um retorno da Secretaria Municipal de Educação:

“Uma lista virtual, onde as pessoas tenham acesso e consigam saber sua posição, será um grande avanço ao sistema educacional de nosso município”, argumentou o vereador.

"300" podem opinar nos Projetos em pauta na Câmara

Aplicativo “Nosso Mandato” possibilita que munícipes opinem sobre proposituras em pauta no Legislativo, podendo definir e até mudar o voto do vereador. A ferramenta também possui seção de transparência e de envio de demandas dos bairros.

O vereador Caio Cunha (PV) disponibilizou, desde o último domingo, 15 de abril, um aplicativo para que cidadãos possam opinar nos projetos que estão em pauta na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes. A ferramenta, chamada “Nosso Mandato”, também possibilita que os munícipes enviem demandas dos bairros e sugestões de projetos legislativos, assim como possam acompanhar os gastos públicos do gabinete do parlamentar. O aplicativo está disponível apenas aos membros do “300”, grupo de pessoas que colaboram com o mandato de Caio Cunha. O mogiano lançou o “Nosso Mandato” durante o “Encontro 300” evento que reuniu esses apoiadores. Na ocasião, ele anunciou, ainda, parceria com a Rede de Ação Política para Sustentabilidade (RAPS), visando a formação de novas lideranças políticas na região do Alto Tietê.

Por meio do aplicativo “Nosso Mandato”, os cidadãos do grupo “300” poderão opinar se são a favor ou contra as proposituras que deverão ser votadas pelos vereadores na Câmara Municipal. Com isso, poderão, inclusive, mudar o voto de Caio Cunha. “Nosso mandato sempre foi baseado em participação social, colaboratividade e transparência. Esse aplicativo oferece mais uma possibilidade de democracia direta na nossa atuação. Por meio dele, poderemos conhecer a opinião do nosso grupo sobre os projetos da Câmara de forma mais assertiva”, explica o parlamentar. Segundo Caio, no aplicativo, os projetos serão explicados e sua posição sobre as proposituras também estará disponível. Com base nisso, as pessoas poderão registrar a própria opinião. “Se a maior parte dos votantes for contrária ao meu posicionamento, meu voto para o projeto poderá ser alterado”, pontua.

A ferramenta ainda possui uma seção onde o munícipe poderá acompanhar os gastos públicos do gabinete de Caio Cunha, como cotas de impressão, combustível, material de escritório e salários. Será possível também notificar ao gabinete as demandas da cidade, indicando o local por meio de georreferenciamento e mandando fotos do problema. Utilizando o aplicativo, os membros do “300” também têm acesso à agenda do parlamentar e a possibilidade de sugerir projetos que podem ser protocolados pelo legislador.

A utilização do aplicativo “Nosso Mandato” por Caio Cunha é fruto de uma parceria do vereador mogiano com o Instituto de Inteligência Política, organização sediada em Belo Horizonte, Minas Gerais. A parceria veio por meio do contato com o vereador da capital mineira, Gabriel Azevedo. “Sou absurdamente grato ao Instituto de Inteligência Política e ao vereador Gabriel, de Minas Gerais, por disponibilizarem essa ferramenta que tornará nosso mandato ainda mais participativo, colaborativo e transparente”, agradece Caio.

Formação

No mesmo evento onde lançou o aplicativo, Caio anunciou também uma parceria com a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS) para a formação de lideranças políticas da região do Alto Tietê. “A RAPS reúne as cabeças que estão pensando a política do futuro e que querem mudar o Brasil com ética e sustentabilidade. São nomes de peso de todo o país. Vamos formar pessoas interessadas em disputar cargos políticos nos próximos anos, para que tenham mandatos colaborativos e que engajem os cidadãos, provocando, assim, a transformação que queremos ver na nossa região”, detalha Caio. O processo seletivo e a formação dessas lideranças, segundo o vereador mogiano, devem ter seu início entre os meses de junho e julho deste ano.

 
 

 

Caio quer impedir a inauguração de obras públicas inacabadas

Ideia é assegurar a qualidade do serviço prestado à população, uma vez que o ato de entrega de algo que não foi concluído pode não só ludibriar a opinião pública, mas colocar em risco os profissionais e as pessoas que estarão em um espaço arriscando sua própria integridade

O vereador Caio Cunha (PV) apresentou nesta quarta-feira (20 de setembro), durante sessão ordinária realizada na Câmara Municipal (avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 381 - Centro Cívico), um projeto de Lei que visa impedir a inauguração de obras públicas que ainda estejam inacabadas. A ideia é assegurar a qualidade do serviço prestado à população, uma vez que o ato de entrega de algo que não foi concluído pode não só ludibriar a opinião pública, mas colocar em risco os profissionais e as pessoas que estarão em um espaço arriscando sua própria integridade.

Segundo Caio, a propositura vai impedir que equipamentos públicos sejam inaugurados como estratégia de ganho eleitoral, às pressas e sem condições reais de atender a população, e que estejam sem os devidos equipamentos a que se destinam, ou com partes que pela incompletude não seriam aprovadas pelo corpo de bombeiros.

“Nossa proposta vai proibir que as administrações municipais inaugurem obras que ainda não estão prontas em sua totalidade, ou que mesmo prontas, não estejam aptas ao uso. Até mesmo porque, para realizar a entrega do equipamento público, o espaço deverá estar de acordo com o projeto, e com a emissão do alvará de funcionamento por meio do corpo de bombeiros”, afirmou.

No texto do projeto de Lei, o parlamentar enaltece que o intuito é de assegurar a qualidade do serviço prestado à população de Mogi das Cruzes. Inclusive, a proposta foi embasada em uma ação do Tribunal de Contas da União, em 2012, quando fiscalizou 200 grandes obras federais.

“Desse universo, apenas nove passaram sem ressalvas. Nada menos que 124 das 200 obras foram flagradas com irregularidades consideradas graves", explicou.

A matéria, segundo o verde, possui a relação direta com a responsabilidade do gestor público, prevendo penalidade sobre seu descumprimento, sendo configurado ato de improbidade administrativa, conforme a Lei Federal Nº 8.429, de 2 de Junho de 1992 e suas devidas sanções relacionadas.

“O Poder Executivo tem a obrigação de zelar pelo esmero no cumprimento de seus processos, sendo referência na gestão de recursos e fazendo com que essa obviedade – a inauguração de obras concluídas – seja algo obrigatório ao primeiro setor”, defendeu.

Caio quer lista de espera por exames médicos em plataforma online

Ideia é disponibilizar em sites oficiais da municipalidade a lista de espera por consultas especializadas, exames e intervenções médicas, a fim de conferir maior transparência e lisura à fila

O vereador Caio Cunha (PV) apresentou um Projeto de Lei que obriga a Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, a disponibilizar em sites oficiais da municipalidade a lista de espera por consultas especializadas, exames e intervenções médicas, a fim de conferir maior transparência e lisura à fila. A propositura foi exposta durante sessão ordinária, realizada nesta terça-feira (17 de outubro), na Câmara de Vereadores (avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 381 - Centro Cívico).

Segundo Caio, os procedimentos que vão precisar da divulgação obrigatória são aqueles que demandam mais de 10 dias de espera. No sistema online, além da posição do paciente na fila, também deverá constar em quanto tempo estima-se que o procedimento seja realizado. O parlamentar afirma, ainda, que a lista deverá ser atualizada semanalmente e que será assegurado, também, o direito à recolocação da ordem na fila de acordo com a gravidade do caso e do estado clínico de cada paciente:

“Nossa proposta pretende dar transparência ao serviço público de saúde do município, em atenção ao princípio da publicidade dos atos administrativos do Poder Executivo e ao princípio de respeito à dignidade humana do paciente. Vale destacar que Mogi (das Cruzes) já possui sistema online para agendamento de consultas, no portal da Secretaria Municipal de Saúde, ou seja, será mais uma forma de modernizar a rede pública”, explicou.

De acordo com o verde, o documento, que tem como inspiração a Lei 12.996/13, da cidade de Ribeirão Preto-SP – que obriga a divulgação da posição das pessoas na lista de espera por consultas, cirurgias e tratamentos especiais –, também terá a premissa de combater possíveis atos de corrupção, como o caso “fura-fila” que aconteceu por meio de “jeitinho” político em Sorocaba-SP:

“O Ministério Público de São Paulo promoveu uma ação civil pública contra o ex-prefeito de Sorocaba e diversos ex-vereadores, em virtude dos fortes indícios de um esquema conhecido como ‘fura-fila da saúde’, na qual um grupo de pessoas usava da influência política para marcar consultas e exames. Esse processo judicial encontra-se em trâmite perante a Vara da Fazenda Pública da Comarca de Sorocaba, tendo ampla divulgação pela mídia, o que gerou grande constrangimento para a coletividade”, exemplificou.

Para o vereador, o déficit de transparência nos processos de gestão das filas de espera dos Sistemas Públicos de Saúde gera consequências negativas aos interesses da coletividade, inclusive, o desrespeito à ordem cronológica das listas e a falta de critérios objetivos de priorização de pacientes:

“Muitas pessoas precisam da eficiência do sistema público para agendar suas consultas e exames. Acredito que com a lista disponível em plataforma online, os mogianos terão mais controle quanto à data da consulta e o andamento dos exames”, concluiu.

Transparência para atendimento prioritário aos autistas

Propositura tem a premissa de obrigar estabelecimentos públicos e privados a indicarem por meio de sinalização a prioridade de atendimento aos autistas, garantindo os direitos básicos e promovendo maior inclusão

O vereador Caio Cunha (PV) quer garantir transparência ao atendimento prioritário às pessoas com Transtorno do Espectro Autista. O Projeto de Lei foi apresentado na semana passada durante sessão ordinária realizada na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes (avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 381 - Centro Cívico). A propositura tem a premissa de obrigar estabelecimentos públicos e privados a indicarem por meio de sinalização a prioridade aos autistas, garantindo os direitos básicos e promovendo maior inclusão.

De acordo com o parlamentar, o Projeto de Lei exige que estabelecimentos municipais informem de forma visível o atendimento prioritário às pessoas portadoras de Transtorno do Espectro Autista e síndrome de Asperger. A sinalização de identificação deverá contar com o símbolo do Autismo (laço com quebra-cabeça) nos guichês preferenciais:

“Nossa propositura exige sinalização em estabelecimentos públicos e privados, como supermercados, bancos, farmácias, restaurantes, lojas comerciais, e outros locais que possuam filas e atendimento preferencial. O local deverá contar com exposição do símbolo mundial do autismo afixado nos respectivos guichês ou caixas, o laço com quebra-cabeça colorido, nas placas para orientar as pessoas com autismo ou responsáveis sobre o benefício”, explicou.

O verde lembra, ainda, que desde dezembro de 2012, por meio da Lei Federal n° 12.764, foi instituída a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, consolidando as diretrizes que estabelecem responsabilidades ao Poder Público no desenvolvimento das ações, das políticas e do atendimento à pessoa autista:

“Queremos garantir o respeito aos princípios básicos, já assegurados por lei. Com isso, poderemos beneficiar pessoas com transtorno autista, síndrome de Aspenger, transtorno desintegrativo da infância, transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação e síndrome de Rett, fazendo com que a inclusão seja marca social de nosso município”, afirmou.

Caio explica que a propositura foi elaborada em alusão ao projeto recebido por meio do “Parlamento Estudantil 2017”, pelo estudante João Paulo de Miranda Valério, que relata a vivência de familiares dessas pessoas que superam dificuldades diárias ao entrar em filas prioritárias, devido à complexidade de identificação de uma pessoa com autismo, fazendo com que eles se encontrem em situações de atendimento muitas vezes constrangedoras.

 

DADOS

Segundo dados do Center of Deseases Control and Prevention (Centro de Prevenção e Controle de Doenças, na tradução livre), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, existe hoje um caso de autismo a cada 110 pessoas. Dessa forma, estima-se que o Brasil, com seus 200 milhões de habitantes, possua cerca de dois milhões de pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista. Proporcionalmente, é considerado os números aproximados em 440 mil no Estado de São Paulo e 4.290 autistas em Mogi das Cruzes.